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BM&FBOVESPA e IBGC lançam o livro “Guia Prático de Governança Corporativa: Experiências do Círculo de Companhias da América Latina”
15/04/2010
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Publicação mostra que boas práticas impactam nos resultados financeiros das empresas
A BM&FBOVESPA e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) lançaram hoje uma publicação inédita no Brasil que relata não só os desafios enfrentados por companhias latino-americanas na implantação da governança corporativa em seus negócios, como também os resultados financeiros provocados por essas mudanças. O “Guia Prático de Governança Corporativa: Experiências do Círculo de Companhias da América Latina” é uma iniciativa do International Finance Corporation (IFC), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Global Corporate Governance Forum, com objetivo de promover as melhores práticas de gestão, transparência e respeito ao investidor nesta região. Dividido em sete capítulos, o Guia traz exemplos de casos reais na execução de mecanismos de governança – a realização da assembleia geral, a criação dos conselhos de administração e seus comitês, o relacionamento com a diretoria executiva etc. – vivenciados pelas integrantes da organização “Círculo de Companhias”, formada por 12 empresas pioneiras na adoção das boas práticas na America Latina. São elas: Argos (Colômbia), Ferreyros (Peru), Homex (México), ISA (Colômbia) e Marcopolo, Natura, NET, Suzano, Ultrapar, CCR, CPFL e Embraer (Brasil). Além de oferecer uma oportunidade para os líderes empresariais aprenderem com as bem sucedidas estruturas de governança adotadas, o livro evidencia o sucesso dessas políticas ao comparar os indicadores operacionais e o custo de capital das empresas do Círculo com seus pares na região. A governança gera benefícios econômicos. Enquanto as companhias do Círculo registraram, entre os anos de 2005 a 2007, um Retorno sobre o Patrimônio (lucro líquido/ patrimônio líquido) médio de 21,7%, o restante das S.As latino americanas obtiveram média de 16,7% no mesmo período. As empresas com mais governança também pagaram mais dividendos em relação ao seu lucro – 34% dos lucros por ação, ante 11% registrado nas demais. As integrantes do Círculo ainda são mais alavancadas financeiramente (índice de endividamento de 32,8% ante 22,5% observado no outro grupo), um indicador bastante positivo, pois sinaliza o quanto elas têm mais condições de acessar os mercados de dívidas de longo prazo e financiamentos bancários a custos razoáveis. Sobre o retorno das ações, verificou-se que as melhorias de governança implantadas foram seguidas por um aumento médio imediato de 8% no valor das ações acima do que seria normalmente esperado. O estudo mostra que, para cada US$ 1 investido numa carteira hipotética ponderada do “Círculo de Companhias”, em 31 de dezembro de 1997, resultou, no final de 2008, em US$ 15,45 (ou 1.445%). Já o ganho em uma carteira ponderada com todas as empresas latino-americanas atingiu US$ 3,41 (ou 241%). Por fim, os autores da publicação também compararam o desempenho das companhias com governança durante a crise, isto é, avaliando se os bons resultados obtidos nos anos 2005-2007 se mantiveram durante 2008. Mais uma vez, as integrantes do Círculo revelaram: um retorno sobre o patrimônio líquido superior (7,9% em comparação a 5,1% dos seus equivalentes latino-americanos); uma margem EBTIDA maior (18,6%, ante 13,7%) e um melhor índice de solvência (8,3 em comparação a 1,8 das restantes). Considerando só o período da crise, a carteira das ações do Círculo sofreu menos do que o conjunto formado pelos papéis de todas as companhias latino-americanas: uma perda de - 41,3% do seu valor em dólares americanos no ano de 2008, ante - 49,3% sofrida pelas demais. Sobre o Círculo de Companhias – Criado em 2005 pela Corporação Financeira Internacional (IFC) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por recomendação da Mesa Redonda Latino Americana de Governança Corporativa, trata-se de uma organização que reúne 12 empresas reconhecidas pela liderança na adoção das boas práticas de gestão, transparência, prestação de contas e respeito ao investidor. São elas: Argos (Colômbia), Ferreyros (Peru), Homex (México), ISA (Colômbia) e Marcopolo, Natura, NET, Suzano, Ultrapar, CCR, CPFL e Embraer (Brasil) – todas com ações negociadas nas bolsas locais e internacionais. Entre os objetivos do Círculo estão a promoção da governança corporativa na região, ampliando a compreensão sobre o tema e auxiliando na estruturação de políticas; o desenvolvimento do contínuo diálogo entre os setores privado e público para a troca de experiências; o monitoramento do progresso da governança na região; o estímulo na formação de especialistas; e a divulgação de iniciativas sobre as reformas nacionais e regionais.
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